45 Anos de Sustentabilidade

 

1972 – Estocolmo

(113 países participantes)

Conferência sobre o Desenvolvimento e Meio Ambiente Humano

Em 1972, a ONU organizou a primeira reunião para discutir a situação climática e os problemas ambientais de forma global. Como resultado, a Declaração da ONU sobre o Meio Ambiente Humano conclui que a ação do homem afeta a natureza e o meio ambiente e que a proteção destes é uma questão central para o bem-estar dos povos e seu desenvolvimento econômico. É nesta conferência que surge, pela primeira vez, o termo “desenvolvimento sustentável” e a noção de que cidadãos, governos e empresas devem fazer um esforço comum para proteger o meio ambiente. A abertura da conferência, no dia 5 de junho, ficou marcada pela ONU como o Dia Internacional do Meio Ambiente.

 

 

1987 – Brundtland Report

Comissão Mundial sobre Meio-Ambiente e Desenvolvimento

Nessa comissão, constatou-se a incompatibilidade do desenvolvimento sustentável com os padrões de consumo e produção vigentes. Foi emitido o relatório, intitulado “Nosso Futuro Comum”, que é um dos primeiros documentos a tratar do tema, definindo  o  desenvolvimento como sustentável quando consegue “atender as necessidades do presente sem comprometer as gerações futuras”. Ampliando isso, significa que as necessidades da geração atual devem ser satisfeitas sem comprometer a capacidade de as futuras gerações satisfazerem as suas próprias necessidades; que é necessário, concretamente, salvaguardar a capacidade da Terra de sustentar a vida em toda a sua diversidade, respeitar os limites dos recursos naturais do planeta, promover o consumo e a produção sustentáveis para quebrar a relação entre o crescimento econômico e a degradação do meio ambiente. Nesse relatório se tornou determinante a questão do meio-ambiente até o ano 2000. Além disso, criaram-se várias propostas de desenvolvimento sustentável. 

 

1992 -Rio 92 ou Cúpula da Terra

(178 países participantes)

Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento

O evento foi um marco mundial na discussão dos problemas ambientais. Os principais resultados foram a criação do plano da Agenda 21, um plano global de ações ambientais; e três convenções, a de combate à desertificação, a da diversidade biológica e a de mudanças climáticas. Os documentos concluíram que deveria haver um esforço conjunto dos Estados e das pessoas para erradicar a pobreza e diminuir as desigualdades sociais. O desenvolvimento das nações deveria acompanhar as necessidades ambientais e de desenvolvimento das próximas gerações. Também foram adotados os conceitos de Produção mais Limpa e Consumo Sustentável, com ênfase na necessidade do desenvolvimento de políticas e estratégias nacionais para reduzir a pressão sobre o meio ambiente, provocadas pelos padrões insustentáveis de produção e consumo que caracterizam as modernas sociedades globalizadas. Além disso, a Agenda 21, adotada por 179 países, também destacou a necessidade de proteger a atmosfera, viabilizar a transição energética, combater o desmatamento etc.

 

 

1994 – Convenção sobre Desertificação

(194 países participantes)

Convenção para Combater a Desertificação

Observando também que a desertificação é causada por fatores físicos, biológicos, políticos, sociais, culturais e econômicos, criou-se uma estratégia de dez anos de duração, implementada em 2007, para reverter e combater a desertificação e a degradação da terra, principalmente em países da África. Além disso, também firmou-se o compromisso de reduzir os efeitos das secas e auxiliar as áreas afetadas a reduzir a pobreza e alcançar o desenvolvimento sustentável.

 

1997 – Protocolo de Kyoto

(38 países participantes)

Acordo Internacional sobre Mudanças Climáticas

O principal destaque do Protocolo de Kyoto foi ter traçado metas obrigatórias de redução da emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa para países industrializados. As nações que assumiram o compromisso foram Alemanha, Austrália, Áustria, Belarus, Bélgica, Bulgária, Canadá, Comunidade Européia, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Federação Russa, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Noruega, Nova Zelândia, Países Baixos, Polônia, Portugal, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, República Tcheca, Romênia, Suécia, Suíça, Turquia e Ucrânia. O Protocolo reconhece que os países desenvolvidos são os principais responsáveis pela grande concentração desses gases na atmosfera e, por isso, têm um compromisso de redução maior que o das demais nações. Esses países poderiam usar o chamado “mercado de carbono” para alcançar suas metas de emissões. 

 

1997 – Nova York (Rio+5)

(178 países participantes)

Programa para Futura Implementação da Agenda 21

Cinco anos depois da Rio 92, o objetivo desta reunião foi rever e acelerar a implementação da Agenda 21, uma vez que, embora tenha demonstrado resultados positivos, muitos problemas se mantinham urgentes. Uma das principais preocupações foi com os graves problemas sócio-econômicos, sobretudo nos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, que atrapalhavam o desenvolvimento sustentável. Os embates a respeito da responsabilidade pelos problemas ambientais ficaram bastante focados no eixo Norte-Sul, como havia acontecido cinco anos antes. Todos os participantes se comprometeram a apresentar melhores resultados no próximo encontro, dentro de cinco anos

 

 

2000 – Objetivos do Milênio

(191 países participantes)

Plano Global para Alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio

Na virada do milênio, foram criadas as oito metas de denvolvimento para os próximos mil anos — erradicação da pobreza, travar a propagação do HIV, fornecer educação primária universalmente, buscar a igualdade de gêneros, a saúde infantil e materna, o desenvolvimento sustentável e parcerias globais — todas com prazo para 2015. O enfoque principal é auxiliar pessoas que sofrem com pobreza extrema.

 

2002 -Johannesburgo (Rio +10)

(193 países participantes)

Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável

Dez anos depois da Rio 92, a Cúpula desapontou por ter sido pouco representativa. A proposta era aprofundar o diagnóstico das conferências anteriores e ampliar o debate acerca de temas como água, saneamento, energia, saúde e meio ambiente, agricultura e gerências da biodiversidade e dos ecossistemas. Foi definido um programa de ação de dez anos para apoiar iniciativas regionais e nacionais para a promoção de mudanças nos padrões de produção e consumo, conhecido como Processo de Marrakesh sobre Produção e Consumo Sustentáveis, assim chamado pelo fato da reunião ter sido realizada, no ano seguinte, na cidade de Marrakesh, no Marrocos. No relatório final, afirmou-se o compromisso com o desenvolvimento sustentável e com o combate à pobreza.

 

2009 – COP-15

(116 países participantes)

Conferência de Copenhague sobre Mudanças Climáticas

O principal resultado da conferência foi o Acordo de Copenhague.  Nele, os países se comprometeram a não aceitar um aumento da temperatura para mais do que dois graus celcius sobre níveis pré-industriais. Também acordou-se que as nações desenvolvidas iriam investir US$ 30 bilhões entre 2010 e 2012 para financiar ações de redução nas emissões de gases do efeito estufa e de adaptação aos efeitos das alterações climáticas nos países em desenvolvimento.

 

 

 

2012 – Rio +20

(188 países participantes)

Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável

A  Rio+20,  foi assim conhecida porque marcou os vinte anos de realização da Conferência  Rio-92 e contribuiu para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas. O objetivo da Conferência foi a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes.

A Conferência teve dois temas principais : A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza  e a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável. 

Ocorreram importantes eventos paralelos durante a Conferência,  como a “Reunião da Industria pela Sustentabilidade”, onde diversos países apresentaram propostas para a sustentabiladade, “A Cúpula dos Povos” realizada no aterro do Flamengo foi  a oportunidade de  representantes da sociedade civil se manifestarem com veemência  a respeito da proteção a qualquer custo da natureza e “Humanidades 2012” realizado no Forte de Copacabana aberto ao público com fóruns e palestras paralelas sobre a sustentabilidade.

 abnt (1)

 

 

 

 

 

Em abril de 2017 foi finalmente publicada pela ISO a norma internacional  ISO-20.400 que contém as diretrizes para aquisições sustentáveis ​​e visa ajudar as organizações a desenvolver e implementar práticas e políticas de compras sustentáveis.

As compras desempenham um papel importante em qualquer organização, grande ou pequena. Assegurar que os seus fornecedores tenham práticas sólidas e éticas – em tudo,  desde as condições de trabalho e gestão de riscos até o seu impacto ambiental – tem o potencial não só de fazer as empresas funcionarem melhor, mas de melhorar as vidas de todos nas comunidades onde estão situadas.

A compra sustentável implica na tomada de decisões de compras que atendem às necessidades de uma organização de forma a beneficiá-las, a sociedade e o meio ambiente. Trata-se de garantir que os fornecedores de uma empresa se comportam de forma ética, de que os produtos e serviços adquiridos são sustentáveis ​​e que tais decisões de compra ajudam a abordar questões sociais, econômicas e ambientais.

Isso mostra um novo e importante passo para consolidação da sustentabilidade como tema central na estratégia de compras das organizações.
e

Facebook Comments