Lixo Eletrônico

São considerados lixo eletrônico todos os artigos e produtos eletrônicos que após o seu uso, não podem ser mais reaproveitados. Os celulares, computadores, lap-tops,  televisão e monitores constituem hoje o maior volume de lixo existente no mundo. Em geral todos os produtos eletrônicos são fabricados com componentes nocivos ao meio ambiente e se descartados incorretamente em lixões e rios podem provocar poluição de forma irreversível.  Devemos ter em mente sempre que entram nos componentes dos principais produtos eletrônicos vários elementos como plásticos, vidro, metais e também elementos extremamente nocivos à saúde como mercúrio, chumbo, cádmio que se descartados nos meio ambiente irão contaminar o solo e o lençol freático.  Outros produtos de uso doméstico como a geladeira, micro-ondas também são considerados lixo eletrônico por conter substâncias nocivas e devem ter tratamento diferenciado no seu descarte.

Por isso é da maior importância que as empresas fabricantes desses produtos tenham um programa de recolhimento do seu produto descartado e deem uma destinação ambientalmente correta para o seu lixo eletrônico, já que tudo que fabricam vai para o lixo. Nos principais centros urbanos do Brasil já há uma atuação extremamente importante de catadores que já tem a orientação para encaminhar o descarte correto, mas nas pequenas cidades essa ação ainda é precária, daí a importância do cumprimento da Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos que irá punir todos os municípios que não possuírem um programa de reciclagem para o resíduo sólido de seus habitantes. Caberá aos municípios cobrarem também dos fabricantes de lixo eletrônico a responsabilidade pelo descarte e todos terão essa responsabilidade compartilhada, conforme consta na Lei.  Hoje,  cerca 5 % do lixo produzido já é considerado lixo eletrônico e se trata de uma questão agravada pelo alto volume de produção dos produtos eletrônicos em constante expansão, substituindo equipamentos antigos por obsolescência tecnológica ou novos produtos e que se não for tomada uma ação agora, os efeitos negativos serão catastróficos,  pois cada um de nós geramos em média 0,5 kg anuais em lixo eletrônico, seja ele eletrodoméstico ou eletroeletrônico.

O último estudo realizado em 2010 pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente http://unep.org/pdf/Recycling_From_e-waste_to_resources.pdf ) relatou que, entre os emergentes, o Brasil figura ao lado da China, como os maiores geradores de lixo eletrônico  do mundo, sendo a China ao lado dos Estados Unidos os campeões. De lá para cá, com o nosso aumento da demanda por produtos eletrônicos cada vez maior, pela inserção de uma imensa massa de novos consumidores, deve agravar ainda mais essa questão, já que não há uma consciência coletiva na preocupação ambiental.

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