Logística Reversa

Logística Reversa

A Logística Reversa já está sendo hoje considerada uma nova área da economia e está em franca expansão. O crescimento exagerado do consumo em escala mundial aumentou também a quantidade de lixo e de produtos que após o uso se tornaram inservíveis ou obsoletos, está obrigando os fabricantes a recolherem de volta seus produtos para a destinação correta com tratamento adequado para a reciclagem.  Praticamente em quase  todos os países do hemisfério Norte, incluindo  toda a Europa, a América do Norte e os principais países da Ásia, os fabricantes já se encontram em avançado processo de logística reversa para os produtos que fabricaram fechando dessa forma o ciclo de vida do produto, ação que melhora a percepção pelos clientes e aumenta a competição.

No Brasil, ainda estamos um pouco longe disso, mas com a exigência da Lei 12.305/2010, que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos, o produtor/fabricante, distribuidor, revenda e o consumidor final, seja ele publico ou privado passará a ter a responsabilidade compartilhada nesse processo reverso do consumo. O produto que ele não mais usar, deverá voltar ao fabricante que  terá obrigação de reciclagem, tratando-se assim de um avanço imenso no caminho da preservação ambiental. Isso ao longo do tempo vai sedimentar uma consciência ambiental na população pois a  PNRS é mais abrangente e trata também, desde a ação de cada um de nós na separação de nosso lixo, da educação ambiental,  da obrigação governamental para por fim ao  lixões, da criação de aterros sanitários  até das severas sanções pelo descumprimento da lei.

A Logística Reversa segue no caminho inverso do consumo. O produto inservível descartado, considerado agora resíduo sólido,  deverá passar por um processo de manufatura reversa ( veja também neste site esse tópico) ou outro processo de reciclagem,  para que nessa transformação os materiais daí resultantes se tornem matérias primas para um novo ciclo de produção, tornando a logística reversa economicamente rentável e ambientalmente correta.

A atividade da Logística Reversa já obedece hoje uma metodologia e padronização para o fluxo de retorno do lixo reciclável ou resíduo sólido, seja ele lixo eletrônico, papel e celulose, pneus e borrachas, vidros, lâmpadas, pilhas e baterias, óleos, peças e materiais com componentes que possam ser aproveitados evitando qualquer dano ao meio ambiente,  devendo-se considerar o correto e efetivo tratamento na descaracterização desses resíduos. Muitos desses produtos podem conter materiais tóxicos e nocivos à saúde exigindo cuidados especiais  sendo por isso objeto de regulamentação do Conama através da Resolução 237/97 (http://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_p2r2_1/_arquivos/mapeamento_anexo_3_106.pdf )

que impõe as normas e diretrizes para o armazenamento, embalagem e  transporte de resíduos sólidos de acordo com a periculosidade tóxica. Este assunto também é objeto de normatização da ABNT que trata de transportes perigosos (norma ABNT NBR 13221:2002).

Observamos assim o  rigor que envolve o todo o processo da Logística Reversa e, portanto, dessa forma devem ser considerados pelos fabricantes na contratação ou terceirização das  empresas para executarem esse serviço  devendo verificar se  são licenciadas pelas Agências Ambientais Estaduais,  que também possam ser auditadas, para que o resíduo sólido descartado tenha efetivamente a destinação ambientalmente correta possibilitando inclusive o rastreamento. Felizmente  para isso temos hoje no Brasil muitas empresas certificadas e habilitadas para exercerem esse papel tão importante no final do  ciclo do produto, ajudando a preservação ambiental.

 

Facebook Comments