Resíduos Sólidos

Os resíduos sólidos são em geral os restos ou  partes de produtos gerados após o consumo ou  seu uso. São compostos basicamente de materiais que podem ou não ser reutilizados, como por exemplo restos dos bens de consumo como os computadores, embalagens,  automóveis,  televisores, aparelhos celulares, eletrodomésticos em geral, latas de embalagens, etc. Normalmente descartamos dois tipos de lixo, o orgânico, que são restos de alimentos e os sólidos. Também há resíduo sólido descartado que não pode ser reciclado, devendo nesse caso ser incinerado.

Outro exemplo são as lâmpadas de mercúrio, pilhas, baterias, pneus. Enfim todo o material que se tornou inservível e são descartados para o lixo  podem ser reaproveitados através da reciclagem. Papel, plástico, borracha, metais, madeiras, tintas, óleo usado, restos de construção e vários outros tipos de restos podem ser reciclados.            

Grande parte dos resíduos sólidos são compostos de materiais recicláveis e podem retornar a cadeia de produção. Pode até gerar renda para trabalhadores e lucro para empresas.  Existem outros tipos de resíduos cuja reciclagem é extremamente complexa por conterem materiais venenosos à saúde humana e são objetos de manejo controlado na reciclagem. Por isso é necessário que tenhamos primeiro uma ação pessoal, depois de toda família, dos vizinhos, dos cidadãos não misturando o lixo orgânico com o reciclável, em todas as esferas de nossa atividade, em nossas casas, no condomínio, no trabalho, na rua. Temos que ter uma ação de responsabilidade ambiental e cidadania.

Não esperar uma ação das autoridades de nossas cidades, é preciso cobrar delas para que haja um sistema de coleta seletiva e reciclagem, através de atividades diretas ou de cooperativas. É preciso cobrar e exigir um programa de gestão ambiental, para que esse lixo não venha a ser jogado nos lixões que acabam poluindo o meio ambiente por décadas ou mais, até serem decompostos, prejudicando as nossas futuras gerações. Alguns dos tipos mais comuns  de resíduos como as pilhas e baterias de celulares consumidos aos milhões e que são altamente perigosos para  o meio ambiente,  necessitam de um tratamento rigoroso de coleta e reciclagem, pois seus compostos químicos são os que tem a mais alta capacidade de poluição e toxidade do solo e da água. Eles contem chumbo, ácidos, lítio, cádmio e mercúrio.

São nos pequenos municípios e nas regiões mais pobres onde não ocorrem programas de gestão ambiental, que as doenças irão atingir mais diretamente sua população e, no entanto, pequenas ações podem ser um grande passo para a consciência ambiental, bastando colocar em algumas lojas dessas pequenas cidades um recipiente para o descarte  das pilhas e promover a educação ambiental nas escolas, nos seus serviços de coleta de lixo e na população, através de campanhas periódicas. Também a cooperação entre vários municípios mais carentes podem criar uma cooperativa intermunicipal para a gestão do resíduo sólido descartado, propiciando a inclusão social e aumentando a renda da população mais pobre.

Nos médios centros urbanos a gestão ambiental já não é tão embrionária e as responsabilidades estão na mira da população frente a administração pública. Aos poucos o peso da lei pelo não cumprimento da PNRS vai sendo analisada e os gestores públicos sabem dos prejuízos que a não aplicação de ações para a gestão de resíduos sólidos resultará.

Nos grandes centros a gestão ambiental está bastante avançada, ainda com problemas, mas há sempre um maior esforço do gestor público na eficiência da gestão. Ainda falta muito é educação ambiental de grande parte de nós cidadãos que moramos nas grandes cidades não atuando de forma correta no descarte. Ainda veremos um dia em que a ação ambiental seja um atividade corriqueira em nossas comunidades.

No dia 20.12.2012 o MMA através do IBAMA, publicou no Diário Oficial a Instrução Normativa nº 13/2012 que que irá auxiliar a gestão dos resíduos sólidos no Brasil,  padronizando a linguagem e terminologias utilizadas no Brasil para a declaração de resíduos sólidos, principalmente com relação às informações prestadas ao Ibama junto ao Cadastro Técnico Federal.

 

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