Ação Ambiental na Firjan

Ação Ambiental na Firjan

De 3 a 5 de junho, durante a Semana do Meio Ambiente, a Firjan realiza o evento Ação Ambiental.

O destino dos resíduos sólidos, as emissões de carbono, a busca pela produção sustentável. Os desafios da sociedade e da indústria para a melhoria do Meio Ambiente são os temas do Seminário Ação Ambiental, que o Sistema FIRJAN promove de 3 a 5 de junho em sua sede, no Centro do Rio.

O evento vai reunir especialistas, executivos da indústria e representantes de associações que são referência no setor para debater os caminhos para a adequação à Política Nacional de Resíduos Sólidos e às resoluções estaduais que tornaram obrigatório o inventário de emissões de carbono a alguns setores industriais em território fluminense. As inscrições estão abertas e são gratuitas.

Casos bem sucedidos de coleta e reciclagem de resíduos, como o do setor de pneus, será exposto no painel‘Logística Reversa no Brasil’ pela RECICLANIP (Programa de Reciclagem da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), dia 3 de junho. Completam a mesa representantes da ABRELPE (Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), MDIC (Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior), CNI (Confederação Nacional da Indústria) e ABIPLAST (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) – com apoio do SIMPERJ, Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Rio de Janeiro. O SIMPERJ convida os seus associados e toda a indústria do estado do Rio a assistirem a este importante debate.

No painel ‘Gestão do Carbono para a Sustentabilidade’, dia 4, o foco será o dever de alguns setores industriais fluminenses de mensurar suas emissões de gases de efeito estufa e apresentar alternativas para redução de emissões.

Desde o final do ano passado, a concessão e renovação de licenças ambientais para setores como o de cimento, siderurgia, química e tratamento de resíduos estão condicionadas ao cumprimento dessas obrigações. Haztec, que administra centrais de tratamento de resíduos, Instituto Aço Brasil, ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e MGM Inova vão expor as dificuldades e soluções encontradas.

Na quarta-feira, dia 5, o público conhecerá as práticas de sustentabilidade da Embraer, Natura e Braskem. A empresa aeronáutica investe no Design for Environment, conceito que melhora o processo industrial, com diminuição do desperdício de materiais e do gasto de energia. A Natura apresentará o case da embalagem que permite aproveitamento total do produto e a Braskem mostrará como a sustentabilidade pode agregar valor ao produto.

entrega do Prêmio FIRJAN de Ação Ambiental encerra o evento. Serão premiadas as melhores práticas em cinco categorias: Água e efluentes sanitários; Biodiversidade; Emissão de gases de efeito estufa (GEEs) e mudança do clima; Gestão de resíduos sólidos; e Relação com o público de interesse.

Fonte: http://www.firjan.org.br/data/pages/2C908CEC3E3365F6013EB4AD26936D9D.htm

Deputados do RJ visitam aterros sanitários

Deputados do RJ visitam aterros sanitários

VISITAS A ATERROS APONTAM PRIORIDADE DE COMISSÃO ESPECIAL DOS RESÍDUOS
Em sua primeira incursão aos aterros e lixões em funcionamento no estado, a Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Rio criada para acompanhar o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10) observou falhas que justificam o trabalho de fiscalização, como apontou sua presidente, deputada  Janira Rocha . A visita, nesta sexta-feira (03/05), ao novo aterro sanitário de Anaia Pequeno, em São Gonçalo, e no ex- lixão – atualmente, aterro controlado – do Morro do Céu, em Niterói, apontou falhas de operação e levantou suspeitas de passivo social de catadores não aproveitados pela cadeia da reciclagem. “Em São Gonçalo, o aterro não tem tratamento para o chorume, que é levado para ser tratado em uma estação. Já, em Niterói, vimos que catadores não foram totalmente aproveitados pela reciclagem, que só emprega 22 dos cerca de 300 que trabalhavam no lixão”, listou a parlamentar, adiantando que a comissão ainda irá se debruçar sobre a coleta seletiva, deficiente no estado: “Não dá para discutir políticas de resíduos sólidos sem abordar esta questão”.

O grupo já tem duas visitas agendadas para esta segunda-feira (06/05): ao aterro sanitário de Itaboraí, às 9h, e ao lixão desativado de Itaoca, em São Gonçalo, às 13h. Hoje, a ida, do qual também fizeram parte os deputados  Gilberto Palmares, relator da comissão, e José Luiz Nanci, contou com três paradas. Além dos locais de despejo de lixo, a comissão visitou a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) em Icaraí, que recebe chorume (líquido que resulta da putrefação de matérias orgânicas, altamente poluente) do Morro do Céu, Seropédica, Nova Iguaçu, Alcântara e Itaboraí. A visita foi realizada após a ida ao aterro controlado do Morro do Céu, que encerra suas atividades em 21 de julho, quando expira sua licença. Ex-lixão, o local ganhou drenos de chorume e gás e, atualmente, recebe apenas o lixo coletado com a varrição (limpeza pública).

Representante da empresa concessionária que administra a área, a Econit, Renato Giovanni informou que chegam ao local cerca de seis mil toneladas de lixo por mês.O lixo domiciliar de Niterói, de 12 mil toneladas por mês, é levado ao aterro de Itaboraí. O local não é mais frequentado por catadores, que trabalham por ali apenas na triagem do lixo reciclável, levado, em seguida, para um galpão oferecido à Cooperativa de Catadores do Morro do Céu. O grupo reúne 22 dos cerca de 300 ex-catadores que trabalharam no lixão. Entre eles, Jaqueline dos Santos, de 30 anos, há dez trabalhando com reciclagem no local. “Trabalhava no lixão, mas, quando ele foi fechado, fui vender cosméticos. Depois, quando soube da cooperativa, voltei”, conta.

Jaqueline explica que preferiu voltar por se sentir mais à vontade na função de recicladora. “É um trabalho que sei fazer, onde tenho conhecimento”, disse, contando que recebe entre R$ 700 e R$ 800 reais por mês. O grupo de catadores vem sendo orientado pela Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) antes de conquistar a autonomia na gestão de sua cooperativa. A comissão encerrou sua visita no aterro sanitário de Anaia Pequeno, ou Centro de Tratamento de Resíduos (CTR), em São Gonçalo. Criado há pouco mais de um ano, ele recebe 1,6 mil toneladas de lixo por dia, da prefeitura e de empresas particulares. Sob as camadas de argila, lona plástica e gel têxtil, há 600 mil toneladas de lixo, cujo chorume é despejado em lagoas de acumulação com capacidade de até sete mil m³ antes de seguirem para a estação de tratamento.

De acordo com o gerente de operações do CTR, Fábio Matsumoto, o tratamento do dejeto, atribuição dos centros, ainda não acontece porque a estação de tratamento do local está sendo licitada. “A previsão é de que o tratamento seja iniciado até o final do ano”, afirmou Matsumoto. O aterro tem licença para operar até 2019.

(Texto de Fernanda Porto)

Fonte: http://www.alerj.rj.gov.br/common/noticia_corpo.asp?num=44474

 

SINIR – Portal de gestão do lixo reciclável

SINIR – Portal de gestão do lixo reciclável

O Ministério do Meio Ambiente disponibilizou portal na internet sobre a gestão dos resíduos sólidos gerados por toda a sociedade. Como ponto focal de todas as informações, o portal disponibilizará para  os gestores de todas as esferas, estudiosos e interessados que tratam do tema importantes estudos, estatísticas, modelos de gestão e outros assuntos relacionados.

O portal se torna assim instrumento convergente de interesses, principalmente  para os novos prefeitos que acabaram de tomar posse, que tem sobre si a responsabilidade de implantar em seus municípios a Política Nacional de Resíduos Sólidos, conforme determina a Lei 12.305/2010, buscando a solução mais adequada.

Visitar o portal, portanto, é imprescindível: http://www.sinir.gov.br